Quais drogas são detectadas no exame toxicológico?

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Você já fez um exame toxicológico? O teste é realizado na emissão, renovação ou mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E. e passou a ser obrigatório de acordo com lei nº 13.103, de 2 de março de 2015.

Com uma amostra de cabelo ou pelo do corpo, é possível detectar, por meio da queratina presente nos fios, se o motorista fez uso de alguma substância psicoativa em um determinado período de tempo, geralmente entre 90 e 180 dias.

O exame é indolor, rápido e não invasivo, pois não é necessário o uso e agulhas. Além de não haver necessidade de preparação prévia, como o jejum. Da mesma forma, não é preciso fazer agendamento. 

Quer saber quais as substâncias detectadas pelo exame e o efeito de cada uma? Então, continue a leitura!

Drogas detectadas no exame toxicológico

Após a coleta das amostras em um laboratório seguro e credenciado pelo DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), o material passa por uma lavagem para a remoção de qualquer substância na superfície do cabelo. 

Então, é feita a análise para verificar se existem substâncias ilícitas na queratina ou não. Caso o resultado for positivo, o teste também indicará a média de consumo da pessoa, classificando o hábito em uma escala que vai de levíssimo a gravíssimo.

No caso dos motoristas profissionais, assim que o exame é finalizado e negativo, o resultado é anexado no sistema do Registro Nacional de Carteira de Habilitação, o RENACH. 

Confira quais as principais drogas identificadas no exame:

Rebite e Mazindol (Anfetamina)

As anfetaminas, como o Rebite e o Mazindol, são as drogas mais comuns nas estradas do Brasil. Elas agem como estimulantes do sistema nervoso central que alteram neurotransmissores. Isso significa que esse psicoativo deixa a pessoa elétrica, agitada e com menos sono.

Elas também geram ansiedade, tontura, náusea, dor de cabeça, visão turva/tremida. Além disso, aumentam a pressão sanguínea do usuário, podendo levar a um infarto do miocárdio.

Do mesmo modo, o Rebite e as demais anfetaminas podem gerar alucinações, paranóia e sentimento de onipotência — quando isso acontece, o motorista pode se arriscar desnecessariamente e causar acidentes que podem ser fatais. 

O Mazindol é outro derivado da anfetamina e é indicado para o emagrecimento, porém os efeitos colaterais são a depressão, taquicardia e dependência. 

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Cocaína

A cocaína, assim como os seus derivados, como é o caso do crack, é detectada no exame toxicológico também. Esse estimulante do sistema nervoso se misturado com rebite, pode tem mais chances de causar um infarto. Da mesma forma, a cocaína gera agitação, sensação de poder, pensamento acelerado e insônia.

Em alguns casos, ela também causa delírios, agressividade, ansiedade, tremores e contrações musculares – como apertar a mandíbula, por exemplo.

Outros derivados e cocaína também usados nas estradas e que causam efeitos similares no corpo são: crack, merla e oxi. 

Metanfetaminas

As metanfetaminas, assim como o speed, ice e o meth, seus derivados, são psicoativos que deixam seus usuários “ligados”. Ao fazer o uso dessas drogas, o usuário pode ficar alguns dias sem dormir, a impulsividade aumenta e a sensação de confiança também. Quando o efeito passa, o usuário se sente exausto e agressivo.

Ecstasy

Ecstasy, MDMA, MDA, MDE, ou bala, também faz parte do grupo das anfetaminas. Essa substância é, igualmente, um estimulante do sistema nervoso. Então, seus efeitos mais comuns são: ansiedade, paranoia, suor excessivo, aumento dos batimentos cardíacos e insônia.

Quando usada em excesso, o ecstasy pode gerar alucinações (vozes na cabeça, por exemplo) e um medo intenso.

Opiáceos

O grupo dos opiáceos também entra na avaliação feita no exame toxicológico de larga janela de detecção. Os opiáceos mais utilizados são a codeína, hidrocodona, oxicodona, morfina e a heroína. Essas substâncias são depressoras do sistema nervoso e podem deixar o usuário com sonolência, náusea e analgesia (perda de sensibilidade no corpo).

Maconha

A maconha, ou cannábis, assim como seus derivados (skunk e haxixe, por exemplo) são derivadas da planta do gênero cannabis. É um psicoativo depressor do sistema nervoso. Ela deixa os usuários com pensamento mais lento, dificulta o raciocínio, deixa a retina e a boca ressecadas, causa perda da memória de curto prazo e sonolência.

Algumas pessoas, ao usar a maconha e seus derivados, ficam, também, ansiosas e têm a sensação de estarem sendo perseguidas.

Outras substâncias 

Outras substâncias identificáveis pelo exame são o pó de anjo, o nome mais conhecido do PCP, e é utilizado para anestesia e causam tontura e euforia, seguido por surto de ansiedade. Em altas doses, o usuário tem visão distorcida do tempo e espaço. O pó de anjo também pode causar hipertermia (temperatura corporal elevada e letal), frequência cardíaca elevada, comportamento hipersexual, pressão arterial aumentada, convulsões e comas. 

Conclusão 

Como visto anteriormente, o exame toxicológico consegue identificar uma grande quantidade de substâncias ilícitas. As drogas citadas, são as exigidas pela legislação que acompanha a Resolução 691/2017 que decorre da Lei 13.103/2015, para renovação da CNH categoria C,D e E, assim como na admissão e no desligamento dos motoristas contratados de acordo com a CLT. 

Agora, caso o motorista profissional faça uso de alguma substância legal detectável no exame toxicológico, o ideal é apresentar a receita médica no dia da coleta. 
Quer tirar mais algumas dúvidas a respeito do teste de drogas? Então, veja as perguntas mais frequentes sobre o assunto!

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